O Recurso mais valioso do mundo não é mais o Petróleo… e sim, os Dados!

Qual o recurso mais valioso do mundo? Se essa pergunta fosse em 2011, você não teria dúvidas e responderia que era o petróleo, já que três das cinco empresas mais valiosas do mundo eram da área de energia.

Desde de 2016 as cinco empresas são de Tecnologia!

O que mudou para que isso acontecesse? Segundo a revista The Economist no artigo “The world’s most valuable resource is no longer oil, but data” o poder e influência que os dados possuem para as empresas de tecnologia atualmente tem o mesmo valor que o domínio das grandes empresas de petróleo no início do século XX.

Transmissão de Dados e Inteligência Artificial não são algo novo. Começou-se a falar disso em 1948. O grande boom atual desses termos deve-se principalmente às 3 leis fundamentais que regem as tecnologias digitais: a lei de Moore, que diz que a capacidade de processamento dobra à cada 18 meses, a lei de Butter, no qual afirma que a velocidade de comunicação dobra à cada 9 meses e a lei de Kryder, no qual o aumento da capacidade de armazenagem dobra à cada 13 meses. Tudo isso faz com que haja uma melhora constante de desempenho e redução de custos dessas tecnologias.

No meio industrial, essa transformação tem desencadeado a chamada 4ª Revolução Industrial. Segundo o documentário Big Data e o Poder da Informação, da Philos TV, são justamente os dados, a chave para fazer essa integração entre o mundo físico e os demais, transformando-o em números e tentando achar padrões matemáticos no meio da complexidade, área também estudada pela Ciência das Redes.

Big Data, Computação em Nuvem, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), Computação Cognitiva e Blockchain são as tecnologias digitais com mais potencial de impacto nos negócios. Todas elas possuem seus impactos e riscos associados, mas de forma geral, veremos impactos tanto organizacionais (nas pessoas e na gestão), como operacionais. Para superar esses desafios, a consultoria Mckinsey, em seu artigo “The oil and gas organization of the future”, traz 5 ideias de como as organizações podem se adaptar:

  • Agilidade Organizacional – as organizações devem ser capazes de se adaptar mais rapidamente as condições de mudança, precisam ser ágeis;
  • Organização Digital – mudanças significativas em produtividade e nas taxas de segurança; novas classes de trabalho e habilidades irão surgir; novas formas de gerir pessoas e desempenho.
  • Uma organização gerenciada pelos millenials – essa geração já não são apenas um grupo de universitários. Grande parte deles já estão em posições chaves e até assumindo posições executivas, o que trará novas ideias, novas formas de colaborar, como utilizar a tecnologia, gerando estruturas mais flexíveis de trabalho, novos ambientes de trabalho e culturais e uma responsabilidade social maior, visto que essa geração não quer apenas seu crescimento pessoal de carreira, mas sim ter um impacto positivo na sociedade.
  • Uma empresa descentralizada – com o colapso dos preços do petróleo, ficou muito caro suportar toda estrutura de custo das grandes estruturas corporativas. Com isso e necessário balancear esse quadro entre ativos de menor risco, com estruturas mais enxutas com ativos de maior risco, nos quais a centralização e importante para gerenciamento do risco.
  • Uma redefinição do que é essencial – as empresas voltaram e estão voltando a repensar que atividades são necessárias ter o controle e produção interno ou se seria melhor fazer parcerias e acordos comerciais externamente. As pressões do mercado e por redução de custo tem gerado diversos movimentos no mercado em busca dessa resposta.

Nessa mesma linha, em seu artigo “The Next Frontier for Digital Technologies in Oil and Gas”, eles afirmam que o principal benefício da utilização dessas novas tecnologia será o aumento da eficiência operacional, o que é extremamente importante para os grandes players do mercado atualmente. Em pesquisa feita com mais de 100 casos, eles identificaram 3 categorias para aplicação dessas tecnologias:

  • Operações do Futuro – com o advento e aumento da capacidade de coleta e análise de dados, o impacto potencial para redução de custos em manutenção por exemplo chega à 13%, assim como a redução em até 27% do custo ao evitar que equipamentos vitais para produção parem, através do aumento da confiabilidade e o tempo produtivo dos mesmos.
  • Limites do Reservatório – com a integração das tecnologias digitais, as empresas tem sido capazes de expandir a análise dos reservatórios, e consequentemente seus limites, reduzindo em até 20% o capital investido em upstream e dowstream e melhorando a taxa de recuperação a 40%, o que pode gerar um aumento na receita do upstream em até 5%.
  • Marketing e Distribuição potencializados pelo meio digital – outras indústrias tem utilizado com frequência essas novas tecnologias para conhecer melhor os hábitos dos seus clientes, e as empresas de petróleo também estão começando a beneficiar-se, através do mapeamento da jornada deles, o que permite melhor tomada de decisão na otimização da distribuição e logística, do planejamento da localização e etc, gerando redução de custos em até 10% e aumentos de receitas em até 3%.

Embora os benefícios e impactos sejam muitos, é necessário que as organizações estejam atentas às armadilhas e riscos que podem surgir nesse caminho, tais como a falta de segurança cibernética, principalmente com o desenvolvimento da Internet das Coisas, como já falamos no nosso blog, e também a falta de uma estratégia clara e definida de como “digitalizar-se”, gerando gastos enormes sem retorno de valor algum para organização.

Entre em contato com a InfraOPS, temos mais de 10 anos na área de Óleo e Gás e, com isso, know how suficiente para que possamos ajudá-lo nessa transição tão importante que já estamos vivendo.

Fontes:

Documentário Big Data e o Poder da Informação Philos TV
https://philos.tv/video/big-data-e-o-poder-da-informacao/381882/

edX: Industry 4.0: How to Revolutionize your Business, The Hong Kong Polytechnic University
https://www.edx.org/course/industry-4-0-how-revolutionize-business-hkpolyux-i4-0x

Transformação Digital na Indústria de Óleo e Gás
http://epbr.com.br/transformacao-digital-na-industria-de-oleo-e-gas-parte-1-impactos-riscos-e-como-estar-preparado/

Coursera: Digital Transformation, BCG and University of Virginia
https://www.coursera.org/learn/bcg-uva-darden-digital-transformation

The Fourth Industrial Revolution: what it means, how to respond
https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

Indústria 4.0: A Quarta Revolução Industrial
https://transformacaodigital.com/industria-4-0/